segunda-feira, janeiro 07, 2008

Diário de viagem parte 2


Durante as minhas férias passei os meus dias (ou uma boa parte deles) nas barracas de praia, e tenho muitas histórias e experiências do atendimento nelas. Os primeiros dias fiquei em Imbassaí (de 15 a 20 de dezembro), um dos meus lugares favoritos (sei, são muitos, mas mesmo assim, adoro Imbassaí!) principalmente por causa do sossego que se encontra lá, pelo menos nesses dias de final de baixa temporada. Na praia praticamente só teve gente no domingo, então outros dias fiquei quase sozinha. Assim não posso dizer se o atendimento nos bares foi bom ou mau, por um lado o pessoal poderia ter ficado o tempo todo ao meu lado etc, mas por outro... bom, nem quero esse tipo de atenção e entendo bem que com a falta de mais clientes eles ficaram assim preguiçosos. Então acho que me trataram como deviam nessas condições. Também almocei algumas vezes na pousada. Ahh, adorei a pousada em Imbassaí, em frente do mar... Vista do meu quarto:



Em Arraial teve um pouco de tudo... mas nada que me assustasse. Bom, me chateei algumas vezes simplesmente por causa de uma demora... me desculpem a falta de paciência, nunca aprendi a "esperar"
(nem quando morei em Portugal) e não sei se um dia vou aprender. Tanto em Arraial como em Salvador "sofri" de "discriminação" de uma turista solteira. Acho que foi mais isso, eles não respeitam, colocam numa mesa pior, ou logo pedem a mudar de mesa... não sei se vocês entendem, mas quando essas coisas se repetem, sinto um pouco (ou muito) inferior.

Um exemplo em Arraial (até posso dizer que foi na barraca Maré, com todo o respeito mesmo assim, a barraca é legal, apesar de eu ter gostado um pouco mais do Genézio - as duas barracas ficam na praia de Pitinga, da qual já falei...) - este exemplo até nem é
ruim, é apenas uma "situação":

A turista loira caminhava lá na praia, procurando uma boa barraca para se sentar, uma boa mesa com uma
espreguiçadeira e claro que com muito sol. Depois de ter escolhido bem, se sentou numa mesa, pediu o que quis e ficou lá à vontade... logo depois apareceu o moço de novo e pediu a ela que se mudasse a outra mesa menor. A loira (talvez por ser loira mesmo...) não entendeu bem, pois ele poderia bem ter mudado uma mesa das duas para outro lado e deixá-la ficar lá, mas tudo bem... a menina pegou as suas coisas e se mudou (sem reclamar muito, nessa vez).

Outro exemplo, na barraca Marguerita (na Praia do Flamengo em Salvador), que realmente não tem nada a ver com o pessoal do bar, porém com os clientes:

Cliente 1: Você precisa desta cadeira?
A loira: Não, mas não pegue todas, quero ficar com uma também...

Cliente 2:
Você precisa desta cadeira?
A loira: Não, mas por favor deixe uma para mim, talvez queira me sentar depois...

Cliente 3: Você está sozinha? Você precisa da sombra? Posso pegar?
A loira: Pode...
Cliente 4: Você está sozinha? Não precisa da mesa, pois não?
A loira: Agora não... (ai que estranho, mas também não posso mostrar que a preciso AGORA MESMO)
Cliente 5: Ahh, você tá sozinha, posso pegar a sua mesa? Pode guardar para mim, já volto...!?
A loira: Na verdade não vou guardar para ninguém... se quiser ficar com a mesa, deixo você cuidar dela...
......
A loira ao gar
çom: Me traga a conta, por favor!
O gar
çom para o/a cliente 4: Agora vocês vão ter esta mesa...
...Ao esperar a conta chegar (demorou muito)...
Cliente 4 à loira: Você vai sair, não é?
A loira...: Sim, como não tem mais jeito de ficar aqui, mas estou esperando a conta ainda, ok? Ou querem pagar a minha conta? Posso bem deixá-la com vocês :)
Bem, a turista loira pagou a sua conta, como uma pessoa responsável faz, e se mudou para outra barraca para tomar mais uma...

Mais histórias das barracas na próxima edição, talvez!

3 comentários:

Sandra Kautto disse...

Oi Linda! Pelo visto você aproveitou bem as férias!! Que bom!!!
Não conheço a Bahia, mas conheço parte do Nordeste, e posso afimar que é a melhor parte do Brasil. Infelismente o atendimento nem sempre é tão bom, como você percebeu... e além do que o povo nem sempre é tão educado... Mas, como não existe ainda um lugar que seja perfeito... a gente pede um skol, olhar o mar e esqueçe todo o resto...
bjocas

portugalilainen disse...

Moi!

Passei aqui para me "refrescar" no relato das tuas férias... Começo a pensar numa visita ao Brasil, confesso. Mas para já tenho que me concentrar no meu regresso a Rovaniemi.
Devo passar por Helsínquia no final de Janeiro. Talvez tenhas tempo para uma Lapin Kulta.

Beijos!

Caroline Rodarte disse...

Poxa que situações chatas!
Só uma dica quando pedirem para você mudar de mesa, diga que "não". Eu aprendi a dizer "não" aqui na Finlândia e a dizer o que estou afim de fazer.
Que povo folgado, né? Tiram a sua mesa, a sua sombra, suas cadeiras e depois pedem (indiretamente) para você ir pagar a conta na barraca. Seja mais malvada, da próxima vez não empreste nada, diz que precisará de todas as cadeiras, mesas e sombreiros, hehehe..
Se a conta não aparecer, vai levantando, fingindo que vai embora. Avisa ao garçom que já está indo e que não vai esperar mais, duvido a conta não aparecer. hehehe...
Espero que você tenha situações melhores que essas.
Bjo!