segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A Bruxa de Portobello

Já publiquei um post sobre este livro quando era novidade e ainda nem o tinha comprado. Comprei-o na livraria Siciliano, no shopping Iguatemi em Salvador da Bahia faz mais de um ano, mas só o acabei de ler este final de semana. E por que não o li logo depois de comprar? Naquele natal aconteceu um milagre, recebi um presente de natal (coisa rara...), o que foi (além de outra coisa boa que "recebi") "Brida" de Paulo Coelho e passei uns dias de férias com esse livro (como também com essa outra coisa boa - a diferença é que continuo a ter o livro, nada mais...).

Com todo o respeito a um dos melhores escritores do mundo... mas eu não consigo ler muitos livros dele seguidos. Depois de Brida pensei que não aguento mais essa espiritualidade, pessoas entrando em transe e viajando na procura de qualquer coisa...

Então, por fim acho que chegou a hora de voltar a pegar esse livro, lê-lo, e não apenas ler, mas querer ler, ler com vontade e prazer. Admito que tem essas mesmas coisas de todos os livros de Paulo Coelho, mas posso dizer que gostei do estilo de narração, gostei dos pontos de vista diferentes, assim que o livro foi feito das pequenas histórias (mesmo assim contínuas) contadas pelas pessoas próximas da Athena (a "bruxa").

Devia ler mais, mas falta a certa paciência. E não falo essas coisas por causa de ter lido um livro assim, rsrs, pois acho que já falei disso / da difciculdade de parar para ler. Então que venham as férias, talvez assim consiga me acalmar um pouco!

Falando de férias, passem mais uma vez pelo blog Lusofin, o António acaba de fazer um post super interessante e importante ;)

Beijos aos meus leitores, até já!

4 comentários:

António disse...

E com uma preciosa ajuda que nem sequer creditei... obtigado.

Brida foi o único livro que li do PC e foi-me oferecido por alguém muito especial antes de vir para aqui :)

Pata disse...

Nossa, que vergonha, eu nunca li um livro do Paulo Coelho! É verdade que tenho um certo preconceito com esse autor, pois na faculdade de Letras quase todos os professores só falavam mal dos livros dele. Mas a verdade é que tenho que ler um livro dele que seja, pois só assim poderei ter a minha própria opinião.
Bjks

Pata disse...

Puxa, Teea, se falo igual ao PC meus professores da universidade não iriam gostar nadinha do que ando falando, rsrs. Mas eu bem que iria gostar de ganhar a grana que ele ganha vendendo livros... Acho que vou pensar nos assunto, rsrs.
Bjs

MIGUEL GOUVEIA disse...

Hoje apetece-me dissertar...
Hoje também é um dia como outro qualquer no processo evolutivo do universo e da nossa galáxia. A Terra no seu movimento infindavel deu apenas mais uma volta sobre si propria. Para nós o sol nasceu, pos-se e amanhã vai voltar a nascer outra vez....
Nós, que vivemos este dia, devemos ter a consciencia que há cem anos estavam cá outros. Existiram, respiraram, amaram, tiveram votades próprias, desejos amabicões e fracassos como qualquer um de nó hoje também tem. E nos deixaram um legado em termos de conquistas, mundo explorado, ciência, natureza, político, construções entre tantas coisas mais, e sobretudo, e é aqui que está o busílis da questão, em termos de valores. Pois enquanto aqueles são realidades visíveis ou palpáveis estes não. Pertencem a um dominio inconsciente, que herdamos naturalmente sem nos apercebermos a medida que vamos crescendo dos nossos pais, família, amigos, colegas de trabalho, enfim a nosso meio social.
É precisamente este meio social que distingue as várias culturas do planeta que habitamos. É claro para todos que ter 14 em Helsinquia é completamente diferanta que ter 14 anos em Los Angeles ou numa pequena cidade portuguesa do interior. São realidades sociais diferentes, onde se bebe água de fontes diferentes.
Isto tudo para dizer o quê?
Paulo Coelho!
Quer gostemos quer não é um autor incornável.
Este homem é muito sábio e compreendeu uma coisa muito simples e engraçada:
-Não inventou nada de novo, já Marc Bloch e Lucien Febvre tinham feito o mesmo após a segunda guerra mundial com a História Nova. Carl sagan com a astronomia de forma diferente também. Melhor ainda, ganhou dinheiro com isso, pois era pobre a agora é rico.
E o que é que ele fez?
Pôs numa linguagem acessivél ao comum dos mortais o que até aí era restringido a um pequeno grupo de académicos.
Falo de Filosofia.
Falo de Filosofia enquanto a minha área de formação e interesse é mesmo essa. Filosofia e História.
Enquanto leitor das suas obras, com todas as 1ªs edições lá na estante, e observador do seu percurso como escritor, elogio o seu percurso.
Tive a sorte, apenas sorte nada mais, de ter estado em vários localidades abordades nas suas obras antes de ele as lançar. Naturalmente deu para beber mais o seu sumo.
Tarifa, Irlanda, Escócia onde vivi e trabalhei em Edimburgo mesmo ao lado de Prestonpans e Portobello de onde é a "dita bruxa".A cultura Celta é muito diferente da nossa.
Saint-Jean-Pied de Port foi lá que deixei de fumar, lugar mítico muito energizado, dois dias antes estava longe de imaginar que tal coisa boa me iria acontecer.
Genéve, Soria, Santiago.
Enfim, parece uma tendência...onde me dirijo Paulo Coelho escreve um livro. E sinto-me feliz com isso, pois ainda melhor dá para entender do que fala.
Próxima meta: fazer o caminho de Santiago, o francês, este Abril.Ando há anos para o fazer!
Feito este desvio voltemos ao eixo da questão.
É verdade que muitas vezes Paulo Coelho é associado à, como eu lhe chamo, literatura de bomba de gasolina.É verdade sim, pelo seu percursso de Paulo Coelho está associado à magia e aborda temas do campo da metafisica. Enquanto enquanto homem de formação e valores cartesianos, mais dados à razão, desmarco-me dele em vários aspectos. No entanto também não vejo mal nenhum na forma como ele os aborda, nomeadamente se fizermos o contrabalanço de todas as demais, e inúmeras, mais valias que ele oferece aos seus leitores. E é sobre essas coisas que eu quero focar o meu discursso.
Paulo Coelho consegue fazer, há muito, uma coisa que está agora, e no futuro cada vez mais, muito em voga: O Prazer de Sonhar.
Quem lê Paulo Coelho consegue sonhar mais e sentir-se mais motivado no seu quotidiano e na conquista dos seus objectivos pessoais. Não é o Paulo Coelho que incute essa motivaçâo extra, é o "dano colateral" natural que se absorve depois de se ler a sua escrita. E ele tem consciência disso. Observa-se agora que a tão almejada felicidade de cada um de nós está correlacionada com a capacidade de sonhar enquanto constrimos o nosso futuro. Uma pessoa desprovida de sonhos seria como um atleta desprovido de meta. Correria por correr num campo aberto.
Nestes termos sonhar poder-se-ia confundir com Objectivo, afinal vai dar no mesmo, ter sonhos é ter objectivos. Eu distingo:
Sonhar é conquistar objectivos.....com Arte!
Sim com Arte, fazer de cada dia um dia feliz da nossa existência, saber gerir o nosso tempo e a nossa energia de forma equilibrada pelos demais, família, amigos conjuge, filhos e lazer de forma equilibrada, gerindo a ansiedade para um dia um dia olhar para trás e sentirmo-nos realizados e nossa existência e com o nosso legado às gerações vindouras. Se cada um de nós fizer esse trabalho interior concerteza quem cá tiver daqui a cem anos viverá num mundo melhor e mais equilibrado. Pois....pegando num tema inicial, há cem anos estavam cá uns e daqui a cem anos estão cá outros!
E é aqui precisamente que reside a mais notória mais valia, passe o pleonasmo, de Paulo Coelho. Ele, e com a sua escrita, consegue passar esta mensagem às massas, sim às massa. Num mundo invadido por novelas, futebol, voyeurismo, shows televisivos dispensáveis, terrorismo, religião, é uma grande lufada de ar fresco.
Ele consegue passar uma mensagem simples de esperança ao mundo, desmarcando-se sabiamente de qualquer profecia ou profeta.
Apenas como um comum mortal que humildemente existe neste tempo.
Isto para mim é sabedoria!!!!
Mais: -Fechando o cilclo desta dissertação- Os Valores!
Aconteceu comigo, e com mais pessoas de quem pertilhei opinião, que ele observa e desmitifica, questões para nós tão simples, porque sempre foi assim, que nem sequer tinhamos pensado nelas. Falo dos dados adquiridos. Questões que são assim porque sim...o amerelo é amarelo e mais nada. Ora, esses dados adquiridos que hoje respiramos algures no passado foram conquistas, para muitos com muito sacrifício, pera outros com a própria vida. Valores em que alguém teve a Ideia, teve Vontade, e meios, para a pôr em prática, lutando com as ideias já existentes, para que os vindouros pudessem usufruir dessa mesma conquista.

Time Over hehehehhehe
Bjs
...
(amanhã continua)